She only said goodbye with words


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Dona de uma voz mais que original e de um visual no mínimo excêntrico, Amy veio, fez um estrondo e se foi, não só como uma diva do soul, mas também como um ícone, deixando para traz um legado histórico, e inspirador. Afinal, quem não queria ter o "swag" de Mrs. Amy Winehouse? Além de ter desencadeado novamente a invasão britânica, foi Amy quem resgatou toda essa moda retrô que vemos em alta hoje.
Completamente underground, amava os pubs londrinos e era fascinada com sinuca (embora relatos comprovem que ela não era muito boa). Seu penteado era um típico beehive personalizado, inspirado no grupo pop feminino dos anos 60, The Ronettes, no qual ela também se inspirou para dar alma ao seu primeiro álbum, intitulado Frank. 
Amy também buscou nos anos 60 a delicadeza e sensualidade dos vestidos de alcinha e os lindos tubinhos, com a cintura bem marcada, e bastante estampa geométrica. Abusava do delineador e deu vida novamente aos olhos de gatinho. Sem falar das tatuagens. Um misto de bonequinha e pin up explosiva. Amy amava as calças skinny, as camisetas e camisas de botão de manga curta, bem justinhas ao corpo, e sapatilhas. Muitas sapatilhas. Principalmente as de ballet.
Muitos estilistas renomados se inspiraram no seu estilo para a criação de coleções e editoriais de moda. Em 2008, Karl Lagerfeld apresentou uma coleção inteira pela Chanel, baseada nos anos 50 e 60, e estavam presentes o cabelão e o delineador que Amy não abria mão. Depois disso, foram inúmeros editorias Vogue, tutoriais de maquiagem e cabelo em diversos blogs e coisas do gênero. 
Ainda no meio fashion, Amy desenvolveu uma coleção com a grife Fred Perry, onde pediu que as peças fossem produzidas em modelagem pequena, como ela costumava usar, o que gerou polemica, pois as más línguas afirmavam que Amy estaria incentivando a anorexia, já que ela própria não pesava mais que 50Kg, com seus 1,59m. Mas, claro, ela deu de ombros, posou linda e aparentemente saudável para o catálogo da marca.
No ano passado, Jean Paul Gaultier reviveu Amy Winehouse na semana da alta-costura primavera/verão de Paris, e as referências vão da estética até a atitude das modelos, que entraram na passarela com cigarros, fazendo caras e bocas. Mas de todos os ensaios, e desfiles, o mais ousado sem duvidas, foi um editorial da revista Candy Magazine, em 2010, que transformou o modelo britânico Ash Stymest em Amy. Nas fotos o modelo, todo tatuado, aparece em poses típicas da cantora e não dispensa o cabelão volumoso.
Mas nem tudo são flores e Amy foi uma mulher insegura. Insegura em relação a sua aparência e seu glorioso dom. Não acreditava ser talentosa e sim uma artista de sorte, e quanto mais insegura ela se sentia, mais  bebia e mais alto era o ninho. Após um relacionamento fracassado, ela encontrou na musica, e infelizmente no álcool e nas drogas, o conforto que precisava. 

Com um dom quase que divino para compor, ela escrevia sobre a sua vida, colocava a sua alma para fora, relatava seus sentimentos da uma forma mágica, e o seu diferencial foi esse, ela foi de verdade. Foi irreverente, e o único medo que tinha era de não ser ela mesma.

Semana passada completaram dois anos que o mundo perdeu essa grande artista, mas com certeza ela nunca se perderá no espaço do tempo. E sim, minha querida Amy, nós vamos continuar te amando amanhã.

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2 comentários:

  1. Respostas
    1. Nós da equipe do blog ficamos muito agradecidos!
      Continue acompanhando ;)
      abraços!

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